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(e suas lamentações) | ||||||||||||
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andreassuncao10@hotmail.com Minhas postagens são mensais e abordam temas como: música, história, filosofia e arte (em um contexto geral).
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Amor? Love? Amour? Liefde? Liebe?
Ao tratarmos de conceitos ligados a uma forma subjetiva/objetiva de sentimentos e sensibilidade, certamente o epicentro para um perscrutar está refletido no padrão “normatizado” pelos processos sócio-culturais em determinadas sociedades e tempos. Isso significa que em determinados povos e culturas específicas, há diferenças consideráveis nas concepções sobre conceitos sentimentais, como o amor, o ódio ou mesmo a relação com a finitude (morte). Através da linguagem, foi possível a padronização cultural da relação sentimental; por exemplo: os Romanos tinham concepções diferentes em relação ao mundo infantil. Não havia concepção de amor pelas crianças como o perceptível na contemporaneidade (isso se atendo apenas ao mundo ocidental). Uma atitude sócio-política clara, e que esclarece bem essa relação, é a lei instituída pelo Império para dar fim às crianças que eram abandonadas pelos pais. Se refletirmos, podemos ainda chegar à conclusão de que isso era um fator comum e até certo ponto problemático para o contexto e necessidades sociais do período em questão, pois foi necessário que o Estado instituísse uma lei para dar fim aos abandonados que fossem refugados pelo mundo da prostituição – em geral mulheres – ou da escravidão – em geral homens – (lembrando que escravidão e prostituição têm arcabouços diferenciados na cultura Romana, assim como em outros momentos históricos). Na construção em relação a conceitos, quaisquer sejam, sempre há um processo, verificável historicamente, dos adventos de identidade cultural-étnica de povos, que se desenrola naturalmente através do convívio e relacionamento de grupos humanos desde os primórdios da existência da espécie – logicamente no mundo arcaico os padrões ainda eram muito primários, mesmo porque a linguagem precisa do tempo e da memória para se constituir nos seus aspectos mais plenos e complexos. O amor se enquadra a um conceito em que suas determinações e profundidade podem variar de acordo com a cultura e o momento histórico. Uma linha singular (no que tange o amor) entre as diversas culturas pode ser encontrada no fato do amor estar ligado a uma afinidade forte entre seres, muitas vezes com ressonância individual, mas que está delineado por simples e complexas relações de afinidade sentimental. Discorrer sobre temas abstratos que só se mostram claros no íntimo do mundo supra-sensível nunca é uma tarefa fácil. E é válido dizer que temas desse teor geram teses e mais teses que se desdobram em páginas e páginas e muitas vezes não dizem muito. Nesse pequeno texto, tentei explicar, a grosso modo, como podemos enxergar o amor. Mas o que deve ficar claro na cabeça de qualquer ser humano é que o amor é um sentimento que tem suas características gerais “identitárias”, contudo, mesmo através dessa identidade, seu reflexo mais profundo se encontra no âmago subjetivo, dado sua profundidade e complexidade. 18Mai2008 - 14:44 | ( 2 ) comentários Correntes Mentais Por André Assunção
Mais um dos meus textos! Esse tem uma lógica legal, mas só posso dizer uma coisa: leia até o fim antes de tirar qualquer conclusão! Obrigado a todos que visitaram o Blog nesses dias de ausência.
alvez não haja necessidade de descrever minha aparência, pois ela fica bem clara ao descrever que tipo de ser eu sou. O fundamento da minha existência é praticamente desconhecido por mim ou qualquer outro, mas o que eu sei é que existe um Criador que tentava me manter saudável, bem alimentado, com um lugar destinado só ao meu descanso, minha felicidade, e que sempre arrumava artifícios novos onde eu podia aliviar meu stress – pelo menos com meu Criador era assim, contudo, existiam alguns deuses que maltratavam suas criações. Ter passado todos esses anos em regime de prisão não fez muita diferença pra mim. E quer saber! Não sei como seria se fosse diferente, nunca vivi de outra forma! Desde que nasci fui orientado por Deus a agir da forma como ele quisesse, e cansei de fazer as coisas de outra forma e levar broncas Dele. Isso sempre foi um problema para mim! Esse diálogo com Deus. Ele falava uma língua um tanto estranha, e o máximo que dava para fazer era decorar algumas poucas coisas que ele me pedia. Tenho que admitir que muito se tornou costume e então, eu aprendi a não questionar mais nada, a ser apenas um bonequinho de Deus! Não pense que isso era ruim. Era apenas a garantia da minha sobrevivência. No entanto, sempre estava tentando manter meus instintos presos dentro de mim, e realmente era algo complicado, que gerava muitos sentimentos estranhos. Será que não seria melhor eu me libertar e consequentemente libertar meus instintos? Será que eu não me tornaria um ser mais forte e dono de mim mesmo? Não dá para saber! Boa parte do meu povo já está aprisionado neste tipo de cultura. Sempre fomos orientados pelos sábios a não questionar nada. E assim a vida continuava! Nunca tinha visto o diabo! Mesmo que muitos dos meus companheiros continuassem a dizer sobre como ele sempre estava à espreita, a espera de um pequeno vacilo. Diziam que ele vivia por trás dos portões de metal e madeira e caminhava pela terra com grandes veículos, agarrando qualquer um que não estivesse mais em comunhão com Deus. Muitas vezes ouvi os gritos de colegas pedindo socorro e se debatendo diante do demônio, mas eu não seria tolo de ir até lá ajudar! De nenhuma forma gostaria de arranjar problemas com o diabo, sabe como é, ele poderia me levar para o inferno. Às vezes ficava um tanto chateado com o Filho do meu Criador. Ele me enchia a paciência, e eram nessas horas que sentia vontade de me revoltar; perdia totalmente a cabeça com certos tipos de brincadeira, que, inclusive, não levavam em consideração meus instintos (em alguns momentos assassinos). Tinha tolerado isso há anos. E por falar em tempo, já que falei de anos, uma coisa bastante peculiar se refere ao que diziam sobre as diferenças entre a nossa concepção de tempo e a de Deus, ele entendia o mundo de uma maneira muito diferente da que nós entendíamos. Parecia viver bem mais do que nós, e era comum o fato de termos que olhar para o alto quando precisávamos falar com o Criador. Hoje não tem sido um dia muito bom, afinal, ainda não comi nada! Embora esteja agüentando cada minuto com esses milhares de vermes me corroendo por dentro. Estou extremamente estressado! Minha vida parece estar por um fio. Estou no inferno, disso tenho certeza. Meu Criador certa vez ficou muito chateado com o que fiz ao seu Filho e chamou o diabo para que me levasse ao inferno. Fiquei muito triste ao ver pela última vez a expressão no rosto de Deus e observar em sua face um quê de ironia. Agora, aqui no inferno, o que faço de melhor é observar o cotidiano. São muitos demônios, e a cada dia eles vem aqui e levam alguns de nós, que não voltam nunca mais. Sem falar no quanto este lugar é escuro, úmido e estas jaulas são pequenas – não dá nem para fazer exercícios. É triste imaginar o que o diabo vai fazer comigo. Mas agora não posso pensar nisso, só sei que estou com fome e essa droga de fome está me incomodando. Escuto passos! Alguém se aproxima. A grande porta de metal faz um grande estrondo quando é aberta. Será que é a comida ou chegou minha vez de partir? Dessa vez são três demônios: um profere palavras enquanto os outros dois vão abrindo algumas jaulas e retirando colegas. Eles se aproximam mais e mais, temo que dessa vez não haja escapatória. Dito e certo, minha jaula é aberta; colocam algo em meu pescoço, isso me enforca um pouco, mesmo assim me conduzem por um corredor quase sem fim. Alguns dos meus colegas, que foram pegos antes me mim, estão caídos e não demonstram mais sinais de vida – se é que estamos vivos agora. Dois demônios me seguram, e então vem o próprio diabo, todo de branco. Ele tem algo em uma de suas mãos, não posso ver o que estão fazendo, pois estão segurando minha cabeça e não há como olhar ao redor ou para trás. Sinto uma pequena dor, parece até uma picada daquelas miseráveis formigas de fogo; percebo que é algo injetável, como às vezes Deus fazia comigo uma vez de tempos em tempos ou quando não estava me sentindo bem. Neste caso é diferente! Sinto meu corpo pesado e perco a cada segundo a consciência. É o meu fim. Antes escuto um último proferir de códigos, ininteligíveis para mim, da boca do próprio diabo: - Ele era um belo Dobermann. Pobre cachorro! 2Abr2008 - 00:09 | ( 0 ) comentários
Por André Assunção
lho no relógio. Me vem à mente o registro do tempo. Me consome a temporalidade. São 14 horas. O passado se alarga a cada instante. O passado que me traz a nostalgia de tempos remotos. “O que é o tempo?” Não me pergunte, pois isso só é inteligível na minha consciência instintiva; no meu Ser, erigido desde sempre em uma transmissão cultural. Talvez não! Posso estar errado e o tempo significar apenas uma herança natural e consequentemente biológica. “Seria o tempo objetivo?” Se fosse isso, significaria que independente do ser humano existiria o tempo. Mas é demais considerá-lo um fenômeno/elemento da natureza assim como o fogo e o vento. “Seria ele então apenas uma consciência humana?” Quem sabe! Entretanto, é certo que cada sociedade desenvolve uma consciência do tempo. Nós, “homens modernos”, estamos sob o signo da precisão; dos milímetros; dos milésimos...
ão vemos o tempo, embora possamos, graças ao contato com sua existência – seja objetiva ou subjetiva, independente do ser humano ou a partir de sua interioridade particular – construir nossas estruturas mentais diante do Movimento contínuo e sincrônico. “Mas, estará o tempo ligado ao Movimento?” Para nós seres humanos certamente! Embora apenas o esvair das coisas, o passar delas, a continuidade do deteriorar, do envelhecer, do pesar, não deixe claro se o Movimento, o transcorrer apreendido e aprendido por nós, possivelmente seja indissociável do que chamamos de “tempo”. Somos limitados demais para responder algumas perguntas fundamentais da existência. Essa é uma bela verdade.
ossa linguagem absorve a temporalidade. Isso prova que o tempo está em tudo e é baseado nele que podemos realizar nosso ciclo contínuo do conhecer. “Antes”, “depois”, “momento”, “instante” são apenas alguns exemplos de palavras inspiradas no contato com o tempo. E é o maldito tempo que nos faz sofrer com a impossibilidade de visitar os momentos vividos no passado glamouroso da infância milagrosa e incandescente que nos traz tantos sorrisos.
saudade. Maldita seja ela! Se não fossem as lembranças, não teríamos saudade, no entanto, também não teríamos a chance da única forma de viver, mesmo que seja só mentalmente, alguns instantes no passado. Fazer memórias. Uma virtude humana. Mas a memória também nos leva aos maus momentos, aqueles que jamais gostaríamos de lembrar. A memória: uma maldição e uma dádiva. E aqui já estou a falar besteiras. Se não fosse a capacidade de armazenar memórias não seríamos humanos.
relógio! Agora são 14 horas e 7 minutos. Não me sinto melhor. Envelheço a cada milésimo de segundo – e não cito uma medida menor por que não me lembro de nenhuma. Sinto saudade da vida livre da infância, onde o tempo não aprisionava. Ele me libertava para o mundo dos sonhos e da imaginação.
aldito seja o tempo e essa maldita nostalgia que o acompanha! Sofro com isso. E quem não sofre? Todo mundo tem lembranças de um lugar e um momento que gostaria de voltar, fazer diferente ou fazer igual mesmo. É. Só que não dá! Não podemos. Somos limitados demais. Sempre fomos! Essa é a lógica irreversível do tempo. O tempo...
ão olho mais no relógio – o de parede, com um pêndulo esquisito, que está à minha frente. Entretanto, pela lógica dos movimentos sincrônicos das pessoas a minha volta, são 14 horas e 10 minutos. Um momento estático no tempo a qual fugi incansavelmente, sem ter a chance de correr. É o momento da minha execução. As amarras me apertam e não há como me aconchegar melhor na cadeira elétrica, para então, neste exato momento, ser incinerado pela eletricidade de 20 mil volts e pagar por todos os momentos e movimentos, no tempo, errados diante das Leis do Estado. Um leve sorriso vem aos meus lábios ressecados. Maldita nostalgia! Bons tempos! São segundos para o fim... 17Fev2008 - 02:58 | ( 22 ) comentários Ler!!! ![]() Antes de mais nada, gostaria de me desculpar pelo atraso nesta postagem. Poderia simplesmente dizer que estou atarefado ou coisa do tipo, mas não seria a verdade. O que tenho feito em minhas férias, e acho que é o que tenho feito desde os meus sete anos de idade, é Ler no tempo livre; e certamente essa compulsão por Leitura tem me deixado ocupado. Não é necessário dispensar tempo aqui esclarecendo sobre a importância que é Ler ou mesmo dedicar verdadeiramente seu ócio a Leitura, pois acredito que qualquer um saiba que o benefício de ler é comportar em seu “Espírito” a sabedoria, a sapiência, a erudição – citando sinônimos para enfatizar a grande contribuição da Leitura – fecundada no ato de se debruçar sobre os signos do mundo literário, filosófico, histórico e tudo mais. No mundo da Literatura temos muita coisa boa para Ler; o mundo dos Quadrinhos, que interage com Cinema, Literatura, Filosofia, História e etc., é riquíssimo e fascinante; o mundo histórico-filosófico nem se fala. Então, a título de conclusão, posso dizer seguramente que há várias formas de começar a se integrar ao ato de Ler. Da mesma forma que nos habituamos a ir ao barzinho perto de casa toda semana ou diariamente, podemos nos habituar a Ler e Ler! A coisa é devagar, mas uma hora vira vício, e esse seguramente é um vício que faço apologia: Ler! Peço encarecidamente que não me achem chato ou algo parecido; e também não quero que parem de ir ao barzinho ou de viver suas vidas como gostam; só peço para não se esquecerem de Ler, pois isso também é diversão! E sendo bem sincero, é a maior das minhas diversões! Abaixo segue mais um dos meus versos antigos da época adolescente! Obrigado a todos! Esse mês faço um agradecimento especial a Pucca (Pucca Amarna) e ao Mário (Apoio Fraterno) pelas visitas e pelo apoio e carinho! Obrigado de coração! As Deusas Soberanas Fontes incandescentes em todo o universo Teorias conspiratórias jogadas ao vento Levadas e espalhadas por toda humanidade Irracionalidade transmitida como uma doença terminal, Onde o principal sintoma é a loucura extrema Tornando a todos animais sem beleza ou mistério O homem, desde seu surgimento, evoluiu incansavelmente, Descobriu benefícios mirabolantes para facilitar sua sobrevivência Evoluiu como que em um ciclo A próxima etapa da sua evolução será a extinção Não há esperança, não há salvação, As belas deusas, magnânimas do universo, Farão que paguem por seus atos de atrocidade. O juízo cairá sobre todos Mas não haverá esperança, não haverá salvação. Em um momento estático sem Alfa ou Ômega Sem princípio ou fim Surge uma esperança As deusas do universo se mostram piedosas Muitos dedicaram suas vidas a elas Mostraram seu incansável valor e seu amor sobrenatural. Doses de tolerância, gotículas de racionalidade Espalhadas como uma suave chuva de verão A humanidade recupera sua consciência Sem nunca ter compreendido com honra seu passado Questionam se haverá um futuro. Não se sabe... Resta esperar pela paciência das deusas.
23Jan2008 - 02:21 | ( 5 ) comentários Morte ![]() Esse mês vou publicar algumas “idéias” em verso que escrevi há muito tempo. Talvez nos primórdios da minha vida de produções. Não quero chamar de poesia por que não caracterizo como tal, mas olhe da forma como quiser. Na época em que escrevi os versos, o que estava pensando e tentando dizer se referia à vida e como não a aproveitamos da forma como ela dever ser aproveitada. Erros, arrependimentos, aprendizados, falhas, quedas, alegrias vitórias; tudo isso faz parte da vida, e antes que você morra, realize tudo o que você quer ou pelo menos tente, pois certamente não haverá grandes chances de realizações posteriores. Abraço a todos! Mês que vem escrevo algo mais decente! Obrigado! Morte Tantas lutas perdidas, mas algumas vitoriosas Fui tirado da terra antes mesmo de levitar Mesmo aqui onde estou, posso ver os meus rastros Por esse caminho que me fez sorrir e me fez chorar No mundo dos mortos avalio minhas falhas E descubro que não errei em nada Gostava de ver as coisas do alto De onde podia enxergar mais distante Em uma última jornada Olho para trás São poucos os segundos que tenho a pensar Descubro a dor da morte Jamais terei outra chance Gostaria de ter explorado tudo Agora não posso mais Evapora-se minha alma ... 9Dez2007 - 20:00 | ( 7 ) comentários
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